terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Estrutura do Sermão de Santo António aos Peixes


  • Exódio

             - Invocação -> Introdução (Cap.I)


  • Exposição

                    -Desenvolvimento (Cap, II e III) (Cap IV e V)

  • Confirmação

  • Peroração      - Conclusão (Cap. VI)



Baseado em: caderno da disciplina. 

Estrutura de um sermão

Introdução: 


Exórdio -> momento em que o orador expõe o plano do sermão e o assunto que pretende defender a partir de um conceito predicável ( passo das escrituras que servem de tema que ira ser desenvolvido de acordo com a intenção do autor);
Momento que se pretende alcançar a bondade e atenção dos ouvintes;
Geralmente, termina com uma invocação a Deus ou à Virgem.

Desenvolvimento:
  

Exposição-> momento de contextualização do assunto do sermão;

Confirmação-> momento de comprovação ou demonstração das afirmações do orador;
Desenvolvimento do pensamento apresentado por meio de:
-Argumentos de autoridade(citações em latim do Velho e Novo Testamento, dos Santos Padres, entre outros moralistas latinos);
-Argumentos baseados em exemplos(pequenas histórias que comprovam a doutrina que se defende).


Conclusão:


Peroração-> Última parte do discurso destinada à recapitulação da essência do que se disse, "refrescando" a memória do auditório;
Última oportunidade que o orador tem para impressionar  convencer e influenciar o auditório, recorrendo aos seus melhores argumentos.

Baseado em:

http://www.escolavirtual.pt/assets/conteudos/downloads/11por/11por0204pdf01.fh11.pdf


Louvores aos Peixes

LOUVOR DAS VIRTUDES
"Começando, pois, pelos vossos louvores, irmãos peixes, ..."


Louvores em geral- cap. II (1.º momento da Exposição)

  1.  "ouvem e não falam"
  2.  "vós fostes os primeiros que Deus criou"
  3.  "e nas provisões (...) os primeiros nomeados foram os peixes"
  4.  "entre todos os animais do mundo, os peixes são os mais e os maiores"
  5.  "aquela obediência, com que chamados acudistes todos pela honra de vosso Criador e Senhor"
  6.  "aquela ordem, quietação e atencão com que ouvistes a palavra de Deus da boca do seu servo António. (...) Os homens perseguindo a António (...) e no mesmo tempo os peixes (...) acudindo a sua voz, atentos e suspensos às suas palavras, escutando com silêncio (...) o que não entendiam."
  7. "só eles entre todos os animais se não domam nem domesticam"




LOUVORES EM PARTICULAR - cap. III (1.º momento da Confirmação)




  •  SANTO PEIXE DE TOBIAS

"o fel era bom para curar da cegueira"; "o coração para lançar fora os demónios"

             

  • RÉMORA

"(...) se se pega ao leme de uma nau da índia (...) a prende e amarra mais que as mesmas âncoras, sem se poder mover, nem ir por diante."

               

  •  TORPEDO

"Está o pescador com a cana na mão, o anzol no fundo e a bóia sobre a água, e em lhe picando na isca o torpedo, começa a lhe tremer o braço. Pode haver maior, mais breve e mais admirável efeito?"

          

  • QUATRO-OLHOS

"e como têm inimigos no mar e inimigos no ar, dobrou-lhes a natureza as sentinelas e deu-lhes dois olhos, que direitamente olhassem para cima, para se vigiarem das aves, e outros dois que direitamente olhassem para baixo, para se vigiarem dos peixes."


Baseado em:
http://www.slideshare.net/sebentadigital/repreenses-gerais-e-particulares

Repreensões aos Peixes

Capítulo IV

Repreensão dos VÍCIOS / DEFEITOS GERAIS dos Peixes

 “ Antes porém, que vos vades, assim como ouvistes os vossos louvores, ouvi também agora as vossa repreensões. Servir-vos-ão de confusão, já que não seja de emenda.” 

REPREENSÕES EM GERAL - cap. IV (2.º momento da Exposição)

  1.  "(...) é que vos comedes uns aos outros."
  2. "Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos."
  3.  "Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande."





Primeira Repreensão



Os peixes comem-se uns aos outros
Os homens comem-se uns aos outros.

-Apelo à Observação:

Vedes:
Todo aquele bulir;
Todo aquele andar;
Aquele concorrer e cruzar;
Aquele subir e descer;
Aquele entrar e sair;



REPREENSÕES EM PARTICULAR - cap. V (2.º momento da Confirmação)

             


  • RONCADORES

"É possível que sendo vós uns peixinhos tão pequenos, haveis de ser as roncas do mar?"

                

  •  PEGADORES

"Pegadores se chamam estes de que agora falo, e com grande propriedade, porque sendo pequenos, não só se chegam a outros maiores, mas de tal sorte se lhes pegam aos costados, que jamais os desferram."




  • VOADORES

"Dizei-me, voadores, não vos fez Deus para peixes? Pois porque vos meteis a ser aves? (...) Contentai-vos com o mar e com nadar, e não queirais voar, pois sois peixes."

                      

  • POLVO

"E debaixo desta aparência tão modesta, ou desta hipocrisia tão santa (...) o dito polvo é o maior traidor do mar."


Baseado em:
http://www.slideshare.net/sebentadigital/repreenses-gerais-e-particulares

funcionamento da lingua

Orações Coordenadas e Subordinadas


Orações  coordenadas


  •  Copulativas (exprimem a ideia de adição)

O João comeu o bolo    e   bebeu o sumo.

Oração                      conj.        oração 
coordenada               coord.       Copulativa
                              copulativa
                                                                      

  •  Adversativas (exprimem contradição/oposição

O João comeu o bolo  mas não bebeu o sumo.


  • Disjuntivas (apresenta alternativa)

O João comeu o bolo ou bebeu o sumo.


  • Explicativas (apresenta uma explicação)

Fui ao médico pois estava com gripe.


  • Conclusivas (exprimem conclusão

O João comeu o bolo logo não tem fome.



Orações subordinadas

  • Temporais: Quando, enquanto, mal, até, que, logo que, assim que, sempre que, desde que...
Exemplo: Mal tenha os bilhetes, telefono-te.

  • Causais: porque, como (inicio de frase), pois quem já que, uma vez que, visto que...
Exemplo: Só vejo o filme amanhã, já que hoje os bilhetes esgotaram.

  • Finais: para(com infinitivo) para quem a fim de que...
Exemplo: Mal posso esperara para ver o filme.

  • Condicionais: se, caso, salvo se, sem que, se não, desde que, a menos que, a não ser que...
Exemplo: Podemos alugar este filme, desde que tu queiras.

  • Comparativas:como, assim como... assim também, (do) que, bem como, tão.. que/como...
Exemplo: Este filme é tão bom como o que vimos ontem.

  • Completivas: que, se para (com infinitivo)
Exemplo: Pedi-lhe para sair. 
              Perguntei-lhe se vinha comigo.

Orações Subordinadas Adverbiais

  • Causal (revela causa ou motivo)
Exemplo: Como a Rita estava doente o Rui não quis sair.

  • Final (evidencia uma finalidade)
Exemplo: Vieram para ver o filme.

  • Temporal (estabelece uma referência temporal)
Exemplo: Quando os nautas partiram os seus familiares choraram.

  • Concessiva (traduz uma concessão)
Exemplo: Embora não tenhas concluído todos os trabalhos, podes sair.

  • Comparativa:
Exemplo: Ela dança tão bem como canta.

  • Consecutiva:
Exemplo: Correu tão depressa que tropeçou.

  • Condicional ( enuncia uma condição):
Exemplo: Se comesse chocolate, ficaria com alergia.




























Video sobre o "Sermão" e sobre Padre António Vieira

http://www.youtube.com/watch?v=lPRwwM8H6rc

Reflexão sobre o trabalho realizado no Módulo 6

Nós aprendemos mais sobre o estilo barroco, em relação à sua arquitectura e também ficámos a conhecer mais sobre a vida de Padre António Vieira.
A vantagem do blogue foi, que estivemos todas juntas na escola e em casa, e temos conhecimento da matéria mais rápido, permite fazer uma avaliação formativa.
Em relação ás desvantagens não encontramos, porque temos uma boa relação entre todas nós. E nos aspectos a melhorar é a nossa oralidade.